CrediPronto digitaliza processo de financiamento imobiliário e reduz custos em R$ 200 mil por ano

Ao digitalizar os documentos para crédito imobiliário dos clientes, empresa ganha ainda mais agilidade e segurança, além de reduzir custos com papel e logística

A CrediPronto, joint venture do Itaú e Lopes que faz consultoria especializada em financiamentos imobiliários, dá início a execução do Projeto Financiamento Digitalizado, que irá possibilitar a digitalização dos documentos necessários para a liberação do crédito imobiliário. Com o uso de documentos digitais, a empresa consegue agilidade, segurança dos processos de concessão de crédito, ao inibir fraudes, além de reduzir os custos com papel em R$ 200 mil ao ano.

Segundo Bruno Gama, diretor de operações da CrediPronto, a redução de custos vem ao diminuir a quase zero as impressões, envio e arquivo de documentos, além de possibilitar a agilização do processo, aumentando a produtividade por funcionário. “Com um investimento relativamente baixo, R$ 13 mil reais mensais, ganhamos eficiência, agilidade. A estimativa da empresa é conseguir benefícios de R$ 15 mil mensais com redução de custos e ganho de produtividade”, explica.

A CrediPronto, presente em mais de 400 pontos em todo o país e com volume vendido acumulado de R$ 1,1 bilhão em financiamentos até maio deste ano, é a primeira empresa do segmento a adotar esse processo e conta com a parceria da Acesso Digital, que forneceu a solução SAFE-DOC.

Disponível em todos os pontos de contato com os tomadores de empréstimo, a digitalização muda o processo totalmente. Antes, todos os documentos eram encaminhados via malote para a sede da empresa, onde eram analisados para a formalização do contrato e retornavam ao cliente. Com a digitalização, os documentos são escaneados pelos consultores nas imobiliárias e são então disponibilizados diretamente no sistema de gerenciamento dos processos da CrediPronto, onde são analisados e o contrato é emitido. “Conseguimos eliminar todo o fluxo de papel até a emissão do contrato, o que nos possibilitou ainda mais controle da operação. Há apenas dois documentos que precisam sempre ser arquivados e mantidos em sua forma original, a matrícula do imóvel e a declaração de saúde, que são recepcionados junto ao contrato de financiamento já registrado em cartório, no final do processo”, acrescenta Gama.

Com a redução de uso de papel, a empresa consegue também melhorar o seu rastro ambiental. A estimativa é que em 5 anos, com o Projeto Digitalização, a CrediPronto deixe de produzir e acumular 50 toneladas de papéis.

O sistema também permite o controle mais apurado do trabalho dos consultores comerciais e analistas operacionais, inclusive com indicadores obtidos de imediato, como o tempo de processamento de cada analista e o tempo e controle dos contratos em fila. “Desenvolvemos um checklist eletrônico no qual conseguimos controlar os documentos recepcionados e agilizar a formalização dos contratos. Há relatórios, indicadores de qualidade, todo gerenciamento é online. Pela organização, facilidade de consulta e sinergia com o consultor comercial, o processo tornou-se ainda mais rápido. As maiores vantagens estão na simplicidade da gestão, proporcionando foco no fluxo do processo, reduzindo o tempo total de contratação, um forte diferencial da CrediPronto”, afirma Jonas Jeremias, gerente de operações e processos da CrediPronto.

Construtoras investem em condomínios fechados com garagem para jatinho, pista de pouso e decolagem

Estrutura de lazer, segurança e garagem são itens que costumam pesar na decisão de compra de um imóvel. Há clientes que, no entanto, podem exigir um pouco mais do empreendimento. Por exemplo, estacionamento para o seu jatinho, com pista de pouso e torre de controle do tráfego aéreo. Diante do crescimento da frota particular de aeronaves no Brasil - entre 2008 e 2010, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou alta de 76% -, algumas construtoras de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais começaram a investir em condomínios aeronáuticos, os fly-ins, com estrutura de lazer e todo o equipamento necessário para pouso, decolagem e manutenção das aeronaves, além da moradia.

O empresário e piloto Flavius Neves começou a construir o condomínio "Costa Esmeralda" em Porto Belo, Santa Catarina, há dois anos e meio, depois de enfrentar dificuldades para abastecer sua aeronave nas cidades de pouso.

- Gostava muito de voar de Itapema (SC) para Paraty, no Rio. Mas não encontrava boa infraestrutura no lugar em que aterrissava, em São Francisco - reclama Flavius.

O empreendimento tem mais de 170 lotes para venda, dos quais 90 já foram vendidos. Além disso, terá pista de pouso e decolagem com 1,3 quilômetros de comprimento. Está prevista também a construção de torre de controle de tráfego aéreo e posto de abastecimento para aeronaves.

Outro condomínio de Santa Catarina que segue o modelo aeronáutico é o "Fly-Ville", no município de Governador Celso Ramos. O empreendimento, que deve sair do papel em 60 dias, contará com 280 lotes, sendo 75 deles para hangares, além de área de lazer, piscina, salão de festas e áreas para caminhada.

Em Minas Gerais, há dois projetos de empreendimentos aeronáuticos ainda no papel: o condomínio com estacionamento para jatinhos "Fly-in Furnas", que ainda aguarda a aprovação da prefeitura, e o "A Ilha", para helicópteros, que será lançado esta semana. Ambos são da Alpa Empreendimentos e incluem ampla área de lazer, além de toda a estrutura para receber as aeronaves dos moradores. São Paulo também tem o seu condomínio aeronáutico, o Vale Eldorado, em Bragança, com pista de 800 metros de comprimento.

Para Alexandre Penido, um dos diretores da Alpa Empreendimentos, o incremento do número de condomínios com pista de pouso deve-se ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro, juntamente com a busca pela economia de tempo. Além disso, o país conta hoje com 7.837 aeronaves particulares, um número, que, de acordo com a Anac, tende a crescer.

Por enquanto, os condomínios aeronáuticos no Brasil, estruturados para que o avião pare bem na porta de casa ainda são exceção, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos. Caso do Jumbolair, na cidade de Ocala, no Norte da Flórida, famoso por abrigar o ator John Travolta e suas aeronaves: o Boeing 707 e o jatinho Gulfstream II. Lá, as ruas entre as casas são usadas como pistas. Já aqui, na maioria dos empreendimentos, é preciso ter hangares para estacionar as aeronaves. Mas Penido acredita que, assim como aconteceu nos EUA, este costume chegará ao Brasil.

- As pessoas que têm alguma aeronave podem sentir a necessidade de ter onde abrigá-las, por essa razão acredito que será uma tendência para os empreendimentos de alto padrão.

Brasileiros aquecem mercado imobiliário

 

Cada vez mais clientes brasileiros têm investido no mercado imobiliário internacional. Imóveis de prestígio em Paris vêm atraindo as novas fortunas dispostas a desembolsar uma média de 10mil euros por metro quadrado. Com o real forte e o aumento dos preços dos bens no Brasil, eles têm se dirigido para o aquecido mercado da capital francesa, ainda sinônimo de luxo.

 

"Desde o início do ano, começamos a sentir a chegada de duas novas nacionalidade: brasileiros e chineses", revela Jean-Philippe Roux, diretor da agência imobiliária de luxo John Taylor. Esses novos compradores têm um pedido especial: a vista para a Torre Eiffel. "Isso é o que lhes interessa mais do que um bom endereço", diz mostrando que o clichê ainda move as vendas.

 

O perfil de imóvel que procuram é antigo, com paredes em pedra, recentemente reformado e de dois ou três quartos, usado para receber amigos e desfrutar de temporadas na Europa. O valor da compra fica entre dois e três milhões de euros. "Não se trata de investimento, como é o caso de nossos clientes italianos ou ingleses, que procuram apartamentos menores para curtas temporadas e alugar quando não estiverem. É uma compra por prazer", define.

Guetos, condomínios e bairros organizados

Quando se faz um loteamento de terrenos, grande parte da área que antes era privada se torna pública. Já o processo inverso é extremamente complicado, uma vez que o espaço se tornou público, não voltará a ser privatizado, a não ser que se crie um instrumento legal específico para o caso que estiver em questão.

Hoje em dia, não há lançamento de novos loteamentos residenciais na área metropolitana, a não ser os clandestinos e ilegais. A preferência, tanto dos loteadores como dos compradores, voltou-se inteiramente para os condomínios de prédios e de casas. A questão da segurança das residências é decisiva para esta preferência dos compradores. E as tentativas de fechar áreas abertas deram origem aos assim chamados "condomínios irregulares e/ou falsos condomínios" cujas chances de se tornarem legais são praticamente nulas.

Ruas fechadas e bolsões residenciais não adquirem status legal de condomínios de casas, mesmo que venham a funcionar como tais. Uma das variantes mais interessantes da ideia do fechamento de ruas tem sido o aproveitamento de becos sem saída e de antigas vilas operárias de pequena extensão, que se transformaram em áreas de convívio das famílias que ali residem, bem protegidas, em ambientes com charme provinciano, e muito valorizadas. Sendo que o uso de rua interna ou pracinha é de interesse só dos moradores, a privacidade destas áreas consagrou-se pelo "direito consuetudinário" e não há quem veja nisto privatização de áreas públicas Em São Paulo existem cerca de 400 ruas fechadas com autorização municipal e há também a regulamentação das comunidades protegidas (traffic calming) que permitem atenuar o tráfego de veículos nas áreas residenciais.

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, em seu site www.apmp.com.br volta-se contra o fechamento de ruas e os bolsões residenciais tendo-os como privatização de espaços públicos e coletivos e dizendo textualmente que constituem "um mecanismo de exclusão social e de privilégio àqueles em situação econômica mais vantajosa, protegidos em seus guetos contra o contato com estranhos". Data vênia dos senhores promotores, chamar os bolsões residenciais de "guetos" é um equívoco semântico de mau gosto. O mais célebre dos guetos foi o Gueto de Varsóvia, uma antecâmara do inferno dos campos de concentração nazistas. O que há de mais próximo a um "gueto" nas capitais brasileiras são as favelas, onde a população vive oprimida por integrantes de milícias e pelo poder paralelo dos traficantes de drogas. A necessidade das pessoas de criar barreiras para obter maior proteção e segurança não pode ser rejeitada em bloco e o problema dos cidadãos não pode ser simplesmente varrido para debaixo do tapete com uma penada. Trata-se de uma necessidade vital da coletividade inteira e não minorias inexpressivas em busca de privilégios.

Tendo em conta a clara primazia da segurança sobre todos os demais quesitos, é nítida a preferência dos compradores pelos condomínios. Porém esses locais tornaram-se muito caros na aquisição e também apresentam maiores custos de manutenção. Em vista disto, os condomínios de prédios predominam de forma quase absoluta no cenário dos imóveis residenciais novos.

 

Bem diferente destas tendências, o Residencial Parque dos Príncipes distingue-se hoje como um bairro fortemente organizado em torno da segurança e da qualidade de vida de seus moradores. Seduzidos pela afirmação da loteadora de que se tratava de um loteamento fechado, os moradores logo se depararam com outra realidade e criaram uma associação para defenderem seus direitos. Diante da magnitude da tarefa e das diferenças legais e políticas dos dois municípios onde o Residencial se localiza, a associação dividiu-se em duas, uma para a parte de São Paulo e outra para Osasco. Nenhuma das duas pleiteia a condição de condomínio nem muito menos atua como condomínio irregular. Ambas se pautam pela legalidade de suas ações.

Representando aproximadamente 90% dos moradores da área paulistana do residencial, a APRPP possui uma larga folha de serviços e vitórias alcançadas. Possui um patrimônio sólido, uma sede moderna e funcional. Por meio de parcerias com a Prefeitura, conseguiu preservar e desenvolver seus 230.000 m2 de áreas verdes, hoje protegidas por rigorosa legislação ambiental. O Parque apresenta um aspecto limpo e civilizado, muito superior à maioria dos bairros da Capital. Conquistou o status legal de ZER-1, zona estritamente residencial. E, o que mais interessa aos moradores, possui um forte esquema de segurança privada e uma excelente coordenação com a polícia, o que resulta nos menores índices de criminalidade da região metropolitana.

O Residencial não apresenta nenhum obstáculo ao livre trânsito de cidadãos e de veículos. Assim mesmo, em episódio recente, a Subprefeitura Butantã demoliu uma das guaritas de segurança do Parque, alegando que estava construída em área pública e desrespeitando a liminar judicial que impedia sua destruição. O ato falho da subprefeitura foi comemorado pela bandidagem. A reação dos moradores não se fez esperar. A segurança foi reforçada, além da criação de uma vigorosa comissão de 15 voluntários, muitos deles especialistas na matéria, fortemente empenhados em introduzir os mais modernos recursos de segurança. Tudo voltou à normalidade e a perspectiva é a de melhorar sempre.

Indústria de Materiais de Construção mantém otimismo e intenção de investimentos nos próximos meses

 

Termômetro Abramat em julho revela que 56% dos fabricantes se mantém otimistas.


São Paulo - O baixo resultado de vendas no primeiro semestre levou a Abramat (Associação Brasileira de Materiais de Construção) a reduzir sua previsão de crescimento em 2011, de 7% para 5%. Apesar disso, o setor se mantém otimista para o segundo semestre.

O Termômetro A Abramat, sondagem realizada entre as empresas que fazem parte da associação, indica que 56% dos fabricantes estão otimistas quanto ao desempenho das vendas internas no curto prazo, para o mês de julho. O nível de expectativa regular é de 36%, e o pessimismo baixou para 8%, ante os 13% registrados no mês anterior. Segundo Melvyn Fox, presidente da ABRAMAT, a continuidade do programa Minha Casa Minha Vida e os recentes anúncios de início de obras da Copa do Mundo 2014, bem como a continuidade da redução do IPI, estimulam o setor.

A sondagem apontou ainda que, na média, 50% das empresas têm boas expectativas com relação às ações do Governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses, ante os 41% apurados anteriormente. "Apesar desta retomada ainda acanhada de otimismo, acreditamos que o governo nesse segundo semestre reduza as ações de controle da demanda gerando perspectivas melhores para o ano",enfatiza Fox.

Em relação às pretensões de investimento no médio prazo, em julho, 74% das indústrias de materiais de construção pretendem ampliar as aplicações ao longo dos próximos 12 meses, mantendo a estabilidade do indicador nos primeiros meses de 2011. Se comparado ao mesmo período do ano passado (jul/10), foi constatado uma pequena queda de 2%, quando a pretenção era de 76%. Vale observar que a indústria está trabalhando com 86% da sua capacidade produtiva, média que tem se mantido nos últimos doze meses.

Abramat -Desde a sua fundação, em abril de 2004, a Abramat acompanha e contribui para o crescimento da Construção Civil no país, atuando como interlocutora do setor junto ao Governo e aos demais agentes da cadeia produtiva da construção civil. A entidade conta atualmente com 49 empresas filiadas, que são as líderes na fabricação de materiais de construção dos diversos segmentos. Entre os temas que representam os focos de atuação da entidade estão: a competitividade da indústria, a desoneração fiscal de materiais para construção, a conformidade técnica e fiscal na produção e comercialização dos materiais, a profissionalização da mão-de-obra da construção e a responsabilidade socioambiental dos agentes do setor.

 

Crédito imobiliário bate recorde no primeiro semestre e governo cria agência para garantir agilidade na construção de casas

A situação do financiamento imobiliário hoje vai muito bem, obrigado. E uma boa hora para entrar nessa. Principalmente porque há dúvidas se esse sistema será sustentável daqui alguns anos.

Ontem, a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) mostrou que o crédito imobiliário com recursos da poupança atingiu R$ 37 bilhões no primeiro semestre deste ano, o melhor resultado para esse período na série histórica, iniciada em 1967.

A maior parte dos recursos para financiamento imobiliário no Brasil vem da poupança e o restante do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Segundo o presidente da Abecip, Luiz Antonio França, devem faltar recursos da poupança para financiar toda a demanda por crédito imobiliário a partir de 2013.

A concessão de crédito cresceu 55% no primeiro semestre e o saldo histórico da poupança hoje é de R$ 309,9 bilhões. "O mercado vai crescer mais que a poupança. Estima-se que, em 2013, a caderneta de poupança não consiga financiar todo o volume necessário", diz Luiz Antonio.

Com menos dinheiro disponível, a tendência deve ser de encarecimento dos empréstimos imobiliários no futuro.

Famílias que ganham até três salários mínimos serão beneficiadas por uma medida do governo estadual.

A Abecip afirma que entregará ao Banco Central um projeto para acelerar a utilização de outros mecanismos de concessão de crédito: títulos emitidos por uma instituição financeira supervisionado pelo poder público.

 

Captação líquida está negativa

A captação líquida da poupança, ou seja, a diferença entre saques e retiradas fechou o primeiro semestre em R$ 173 milhões negativos, segundo o Banco Central. Considerando apenas junho, as cadernetas de poupança mostraram recuperação, com captação líquida de R$ 1,2 bilhão após dois meses consecutivos de resgates.

A poupança vem tendo neste ano um rendimento real menor que a inflação, isso explica a preferência por outros investimentos. Segundo balanço para investidores feito pelo Banco do Brasil, no primeiro semestre a poupança rendeu 3,61% e a inflação do mesmo período foi de 3,87% no IPCA. Fundos de renda fixa tiveram média de 5,91% de ganho.

Abecip projeta este ano R$ 85 bilhões em financiamentos imobiliários

A média do percentual financiado pelos bancos é de 62,7% do imóvel

Busca por hipoteca de imóvel cresce 614%

O crescimento da economia, somado ao aumento do poder de compra e à estabilidade no emprego geram um sentimento de confiança no consumidor, que fica predisposto a arriscar mais e a se tornar mais desapegado aos bens materiais. O cenário contribui à expansão de uma modalidade de financiamento até então pouco comum no País, mas bastante disseminada nos Estados Unidos: a hipoteca de imóveis, também conhecida como home equity ou refinanciamento da casa própria.

No Grande ABC, somente até julho foram emprestados R$ 20 milhões para essa modalidade. O montante é 614% maior do que o total financiado em todo o ano passado, quando o crédito atingiu R$ 2,8 milhões. Em 2009, a soma alcançou R$ 1,6 milhão. Os dados referem-se somente ao valor liberado pela Caixa Econômica Federal, que disponibiliza números para a região.

Na avaliação do gerente regional de negócios pessoa física da Caixa, Edvaldo Contin, o que ajuda a explicar o vigoroso crescimento é a mudança nas condições do empréstimo. "Neste ano passamos a aceitar apenas um imóvel como garantia. Até o ano passado, era preciso que o solicitante tivesse pelo menos dois em seu nome. Além disso, o prazo para amortização, que girava em torno de 60 meses (cinco anos), passou para 180 meses (15 anos)."

As taxas, bastante atrativas, são de 1,69% + TR ao mês, porém, o valor mínimo a ser emprestado é de R$ 20 mil. Para solicitar a modalidade, a casa ou apartamento que será alienado precisa estar quitado. Além disso, o valor máximo a ser emprestado corresponderá a metade do preço do imóvel. Ou seja, se ele for avaliado em R$ 100 mil, o cliente pode financiar até R$ 50 mil.

A linha de crédito, que em julho registrou marca de R$ 1 bilhão em saldo de operações contratadas em todo o País, não tem destinação específica para os recursos. Contin revela, entretanto, que na região a maior demanda é feita por empresários, que acham mais vantajoso fazer empréstimo em seu nome do que como pessoa jurídica para levantar capital de giro, por exemplo; por pessoas que precisam pagar o estudo dos filhos, caso de faculdade de medicina, e por quem necessita realizar reestruturação financeira, que está endividado por conta de gastos com cheque especial e cartão de crédito. A expectativa da Caixa é encerrar o ano com R$ 50 milhões em operações contratadas na região.

Secovi acredita que mudanças na poupança fortalecerão o SFI

“Na busca de alternativas ao SBPE, mercado secundário poderá aquecer”, diz Petrucci.

22/05/2009, São Paulo, SP – O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, acredita que as mudanças nas regras da caderneta de poupança (ver resumo ao final) podem resultar em fortalecimento ao Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). O executivo ponderou que tal poderá ocorrer por conta da busca de alternativas à essa aplicação, sendo uma delas o merca do secundário.

De acordo com análise do economista, com as mudanças o mercado imobiliário nacional pode sofrer duas interferências. A primeira delas é sobre o futuro das aplicações dos poupadores, cujas contas terão incidência de Imposto de Renda.

"Surge a dúvida se eles migrarão para outros ativos, e se haverá uma possível redução no ingresso de depósitos na poupança. Se isso acontecer, o volume de recursos direcionados ao financiamento, à produção e à aquisição de imóveis será alterado", avaliou Petrucci.

Por lei, os bancos devem destinar 65% do saldo da poupança para o financiamento imobiliário, dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Somente, em 2008, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou captação líquida de R$ 13,9 bilhões, com investimento de R$ 30 bilhões em crédito imobiliário. “Se o crescimento for o mesmo do ano passado, provavelmente nada muda no setor”, ressaltou.

Na avaliação do presidente do Secovi-SP, João Crestana, inevitavelmente a Caderneta de Poupança sofreria algumas alterações. “Quando ela foi criada, o país registrava altos índices de inflação e hoje a realidade é de queda de juros. Apesar disso, a poupança é um instrumento querido pela população, tradicional e não pode ter sua credibilidade abalada por medidas radicais”, ponderou Crestana.

Resumo sobre as novas regras da poupança - As mudanças nas regras da caderneta de poupança foram anunciadas pelo governo federal durante a segunda semana de maio (2009), tendo como justificativa conter o fluxo de capital especulativo para aquela aplicação.

Nada mudará até final de 2009. Os rendimentos da aplicação serão tributados a partir de janeiro de 2010, para contas com saldo acima de 50 mil e rendimento mensal acima de R$ 250. Porém, o imposto somente será cobrado se a Taxa Básica de Juros (Selic) chegar a menos de 10,5% (o número atual é 10,25%).

Como regra básica, o governo federal estipulou o tributo em 0,5% sobre o valor do rendimento mensal. Para efeito de cálculo do tributo, sobre o montante do rendimento será reduzido o valor base (R$ 250). Por exemplo, num rendimento mensal de R$ 380, o poupador pagará juros de 0,5% sobre R$ 130 (R$ 380 – R$ 250). Para os rendimentos que, feita a dedução, alcançarem o patamar de R$ 250, o juro a ser cobrado será indicado pelo patamar da Selic.

 

Redução do IPI para materiais de construção diminuirá preços em até 8%.

Benefício estimula setor que movimenta 77% do consumo no país.

01/04/2009, Brasília, DF - “O Brasil é construído pelos milhões de brasileiros que contratam um arquiteto e um engenheiro e gerenciam a sua própria obra. Um estudo da Anamaco, desenvolvido em parceria com a Latin Panel, revelou que dois terços das residências do país necessitam efetivamente de algum tipo de reforma, e essa redução de IPI vem facilitar acesso aos materiais, sobretudo à população de menor poder aquisitivo”, comentou Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), a respeito da medida governamental que reduz o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Anunciada pelo governo federal no último dia 30 (segunda-feira, março, 2009), a redução do IPI passa a valer a partir de 01 deste abril, pelo período de três meses, e abrange 30 itens de materiais para construção. Conz festejou a medida, adiantou que a mesma promoverá queda de 5% a 8% no preço para o consumidor, e acrescentou que, embora o benefício se estenda à toda a cadeia produtiva, o estímulo reflete especialmente sobre a construção auto gerida, responsável por 77% do consumo nacional de tais produtos.

“Apesar de temporária, a redução do imposto já traz efeitos imediatos para o setor, diminuindo em 5% a 8% o preço dos produtos para o consumidor final. Esperamos, com isso, uma recuperação nas vendas que, no primeiro bimestre de 2009, na comparação com o mesmo período do ano passado, caíram 12%”, comentou Conz.

Projeção para 2009: crescimento de 5% - Anteriormente previsto em 8,5% superior a 2008, o índice de crescimento do setor para 2009 foi revisto pela Anamaco: “em função dos índices do primeiro bimestre do ano, as vendas em janeiro e fevereiro ficaram aquém do que estávamos esperando, e tivemos que readequar a nossa perspectiva para o ano. Continuamos falando em crescimento, mas no patamar de 5% em 2009, o que, para nós, será um grande feito, pois estamos vindo de quatro anos de um bom crescimento consecutivo”, disse Conz.

Em 2008, o varejo de material de construção cresceu 9,5% sobre 2007, com faturamento de R$ 43,23 bilhões.

Microcrédito em pauta - Integrante do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), criado pelo Governo Federal no início de 2009, para acompanhar e encontrar soluções mitigadoras dos reflexos da crise econômica internacional nos setores da economia brasileira, Cláudio Conz vem defendendo junto aos seus pares (incluindo Guido Mantega) que as operações de microcrédito contemplem a compra de material de construção.

Para conceder o microcrédito, os bancos utilizam 2% do compulsório (recolhido ao Banco Central) sobre os depósitos à vista. A atual legislação não permite que esta operação seja utilizada para o setor de materiais de consntrução..

Outra das reivindicações da Anamaco, já atendida pelo governo federal, é a desburocratização das linhas de financiamento de material de construção com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para 2009, esta linha de financiamento conta com R$ 1 bilhão, que já começam a ser disponibilizados. A Anamaco representa as 138 mil lojas de material de construção existentes no país.


Saiba como ficam os consórcios de imóveis a partir de 2009

Artigo que permitiria utilizar os recursos do FGTS para quitar ou amortizar o saldo devedor foi vetado pelo presidente.

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei nº 11.795, que passa a regular o sistema de consórcios no país. A lei foi publicada no Diário Oficial da União no dia 9 de outubro e passa a valer a partir de 2009.

A nova legislação regulamenta a criação e o funcionamento de consórcios e remete ao Banco Central a responsabilidade de normatizar, coordenar, supervisionar, fiscalizar e controlar os consórcios.

Entre as alterações definidas pelas novas normas está a possibilidade de utilização da carta de crédito para a quitação de financiamento, o que beneficia os mutuários que desejem transferir o financiamento de seu imóvel para o consórcio.

Outra mudança se refere à metodologia para devolução de valores aos consorciados excluídos. Aquele que estiver nessa condição, passa a concorrer ao sorteio como os demais consorciados. Ao ser sorteado, o excluído receberá o reembolso da importância investida a que tem direito.

O presidente Lula acabou, no entanto, por vetar o artigo que ampliaria o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar as prestações do consórcio ou liquidar ou amortizar o saldo devedor. Na justificativa do veto o presidente Lula explicou que a medida representaria um volume de recurso significativamente maior, o que tenderia a reduzir os recursos que o FGTS dispõe para financiamento de moradia própria no âmbito do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), em especial para população de baixa renda. Também dificultaria o financiamento de projetos de infra-estrutura urbana e saneamento básico, que constituem a finalidade primária do FGTS.

Para o presidente nacional da ABAC (Associação Brasileira de Administradora de Consórcios), Rodolfo Montosa, a não liberação do FGTS causou estranheza: “(É) uma perda para a classe trabalhadora, visto que o saldo naquele fundo poderia ser utilizado, equiparando-se às liberações do Sistema Financeiro Habitacional”, diz. O FGTS continua podendo ser usado para lance ou complemento de crédito.

Dentre os outros vetos realizados pelo presidente estão os artigos que trariam prejuízos aos consumidores, como o que previa a exclusão das administradoras da aplicação da regra da responsabilidade objetiva, prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o que permitia a exclusão, sem qualquer aviso formal, do consorciado que não quisesse permanecer no grupo ou que deixasse de cumprir qualquer obrigação financeira.


Consórcios imobiliários: nova lei introduz garantias sólidas.

“Adquirir imóvel via consórcio será mais seguro”, diz especialista em direito imobiliário.

29/01/2009, São Paulo, SP – A partir de fevereiro (2009), entra em vigor a Lei 11.795/2008, que regulamenta as relações econômicas do setor de consórcio, à luz do Código do Consumidor.

Em entrevista ao Imovelweb, o advogado Plinio Ricardo Merlo Hypólito (Escritório Innocenti Advogados Associados), especialista em Direito Imobiliário, opinou: “Neste momento da economia, a nova Lei vai fomentar o planejamento financeiro disciplinado, com vistas à aquisição de terreno, casa ou apartamento, impulsionando o setor imobiliário. O consórcio pode ser uma alternativa para aqueles que preferem não se comprometer com financiamentos bancários”.

Imovelweb: Antes da Lei 11.795, qual a legislação que lastreava o consórcio imobiliário? Quais as falhas de tal legislação?

Plinio Ricardo Merlo Hypólito - Até o advento da lei 11.795/08, a legislação brasileira não contava com uma norma específica para o sistema de consórcio, que era regulamentado pela Resolução do Conselho Monetário Nacional nº. 67, de 21 de setembro de 1967; pelo Decreto nº. 70.951, de 09 de agosto de 1972; e pelo Banco Central, através da Lei nº. 8.177, de 01 de março de 1991, sendo este último o órgão responsável pela regulamentação e fiscalização das instituições de consórcio.

Ou seja, não havia uma legislação específica para regular o sistema de consórcios. O que havia eram normas que tratavam da questão, não compreendendo todos os problemas resultantes do sistema de consórcios. Havia muitas lacunas não cobertas pela lei e, no meu ponto de vista, essa era a maior falha. Cito como exemplo de inovação, introduzida pela lei 11795/08, o regimento que separa do patrimônio das administradoras de consórcios os bens e direitos por ela adquiridos em nome do grupo consorciado. Esta medida revela-se como garantia concreta aos consorciados.

IW: Como se dará o fomento do planejamento financeiro através do sistema de consórcio imobiliário?

PRMH - No sistema de consórcio, o participante adquire o bem em valores consideravelmente inferiores, se comparado à modalidade financiamento, por exemplo. Isso porque, no sistema de consórcios não incidem juros financeiros, que nada mais são do que o custo para o empréstimo do capital. Da mesma forma, no caso de inadimplência do consorciado, as conseqüências tornam-se bem diferentes, já que o prejuízo maior será arcado pelo próprio consorciado e não pelo seu credor no financiamento.

Penso que, no atual momento da crise financeira que atravessamos, opções menos onerosas para o consumidor que pretende adquirir bens duráveis em longo prazo, tendem a destacar-se no mercado. O sistema de consórcios, que conta agora com uma legislação específica e clara no que tange a direitos, obrigações e garantias oferecidas as partes, se faz competitivo.

IW: É importante a diferença de preço entre o imóvel financiado e aquele adquirido através de consórcio?

PRMH - De acordo com o artigo 27 da lei 11.795/08, o participante obriga-se a pagar importâncias destinadas ao fundo comum do grupo, taxa de administração e demais obrigações pecuniárias que forem estabelecidas no contrato, mas não juros, sendo que há casos de administradoras que não cobram taxa de adesão, nem fundo de reserva. Vejamos a Lei:

Artigo 27 - O consorciado obriga-se a pagar prestação cujo valor corresponda à soma das importâncias referentes à parcela destinada ao fundo comum do grupo, à taxa de administração e às demais obrigações pecuniárias que forem estabelecidas expressamente no contrato de participação em grupo de consórcio, por adesão.

Interessante lembrar o próprio conceito do grupo de consórcio, que é encontrado no artigo 2º da nova lei, caracterizando o consórcio como uma modalidade de aquisição de bens por meio do autofinanciamento.

Artigo 2º - Consórcio é a reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com prazo de duração e número de cotas previamente determinados, promovido por administradora de consórcio, com a finalidade de propiciar a seus integrantes, de forma isonômica, a aquisição de bens ou serviços, por meio de autofinanciamento.

Como já dito, no sistema de consórcio não se cobram juros pelo empréstimo do capital. Certamente se dois imóveis idênticos forem adquiridos um pelo sistema de consórcios e outro através de financiamento, este último, no final, sairá muito mais caro para o consumidor, já que, geralmente, as taxas de juros cobrados nos contratos de financiamento obedecem à tabela price, ao custo anual de 14%, enquanto, no consórcio, as parcelas são reajustadas anualmente pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INCC), sendo, portanto, muito mais vantajoso.

IW: O número de parcelas, mínimas e máximas, admitidas para consórcio imobiliário tem regulamentação legal? A Lei 11.795 trouxe alguma alteração nesse aspecto?

PRMH - A nova Lei trouxe alteração nesse aspecto. Determina que o número de cotas (mínimas e máximas) será previamente determinado quando da formação do grupo, a critério dos estipulantes.

IW:A nova Lei promulga: inversão do ônus da prova e obrigação solidária das administradoras. Como traduzir para o leigo o significado destes termos jurídicos, enquanto evolução das suas garantias?

Caixa faz 1° convênio para financiar imóvel pelo PAC.

A Caixa Econômica Federal fechou o primeiro convênio nacional com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para produção e financiamento de imóveis. O convênio foi feito com a Fit Residencial, empresa criada pela Gafisa para atender à população de baixa renda, e prevê, em um ano, a construção de 6 mil unidades habitacionais em vários Estados.

Com base num valor médio de R$ 80 mil para cada um dos 6 mil imóveis a serem financiados, a Caixa estima que em um ano terá despendido um total de R$ 480 milhões. O primeiro empreendimento que nasce da parceria é o Fit-Jaçanã, com 224 apartamentos de 50 metros quadrados, dois dormitórios e preço inicial de R$ 75 mil. O valor global do empreendimento é de R$ 22,3 milhões. O imóvel poderá ser totalmente financiado.


Classe média

O alvo do empreendimento, explicou o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, durante a assinatura do convênio, é o público com renda familiar de 5 a 10 salários mínimos, que pode pagar prestações de R$ 350 na fase da planta e em torno de R$ 700 após a entrega das chaves. O condomínio, com duas torres e área de 5 mil m², abriu para vendas na semana passada.

Embora o Fit-Jaçanã ainda não atenda à faixa de renda baixa - principal foco de atuação do banco, onde se concentra cerca de 90% do déficit habitacional - o vice-presidente da Caixa afirmou que a parceria é estratégica para atender a famílias menos favorecidas.

A idéia é criar ofertas para a classe média, que consome grande parte dos recursos do FGTS. Com isso, ficam liberadas mais verbas para ampliar o atendimento da população com renda até cinco salários mínimos. "Reduz a pressão sobre o Fundo", resumiu Hereda.

A Fit Residencial oferece imóveis de R$ 55 mil a R$ 130 mil. As próximas parcerias a serem firmadas pela Caixa, no entanto, não devem se prender a essa faixa de valor, que poderá baixar. "O ideal, que se deseja chegar, é vender imóveis de R$ 40 mil a R$ 45 mil", disse.

Os representantes da Gafisa não deram entrevistas por estarem em período de silêncio determinado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Gafisa entrou recentemente na Bolsa de Nova York.


Déficit habitacional

O vice-presidente da Caixa lembrou que as diretrizes do PAC são para enfrentar o déficit habitacional, que atinge 7,9 milhões de famílias, a maioria com ganho de até 5 salários mínimos.

Ele disse que o PAC elevou o orçamento inicial para habitação para R$ 17,4 bilhões, sendo R$ 9 bilhões do FGTS. Em 2006 a Caixa ofereceu recursos de R$ 14,2 bilhões para crédito imobiliário. "Neste ano já financiamos R$ 2,5 bilhões."

Fonte - www.g1.com.br

Para manter empregos, construção quer a redução na taxa de juros.

Sinduscon/SP e entidades representantes de trabalhadores afinam os seus discursos.

21/01/2009, São Paulo, SP - O setor da construção civil aposta nas medidas do governo – redução de juros, estímulo ao credito, investimentos do PAC e pacote habitacional - para o crescimento econômico que, em conseqüência, evitarão a redução de postos de trabalho. Este é o resumo das conversações mantidas durante reunião (terça-feira, 20, janeiro, 2009) na sede do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de São Paulo (Sinduscon/SP), com a participação de dirigentes de entidades representantes dos trabalhadores: Sintracon/SP; Feticom/SP; e Conticom.*

O objetivo principal do encontro foi estender a pauta de discussões anteriores, com foco na análise das possibilidades de adotar ações conjuntas em favor da manutenção do emprego no setor. Acerca dos itens que mais causam polêmica – a redução da jornada; e a suspensão temporária do contrato de trabalho, resultou o “compromisso de analisar caso a caso, e conforme determinações da lei”, de acordo com as informações do Sinduscon

Para Antonio Ramalho, do Sintracon/SP, a redução da jornada com diminuição de salário é de difícil adoção na construção civil. Ele lembrou que medidas como a suspensão temporária do contrato de trabalho nasceram de uma iniciativa conjunta do SindusCon/SP e do Sintracon. Ele entende que agora o setor deve lutar pela queda dos juros e por mais qualificação. “Seguro-desemprego sem qualificação é tiro no pé, porque só vai alimentar a informalidade no macrossetor, presente em 71% da mão de obra”, afirmou.

Emílio Alves Ferreira Júnior, da Feticom, considerou o problema do emprego na construção menos preocupante que em outros setores, e sugeriu que questões como redução de jornada e suspensão de contratos sejam tratadas dentro do setor, enquanto problemas como diminuição dos juros e encargos continuem sendo negociados no âmbito das centrais e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele sugeriu a formação de uma comissão de empresários e trabalhadores para montar um projeto de combate à informalidade.

Valdemar Pires de Oliveira, da Conticom, manifestou-se contrário ao setor entrar na discussão de redução da jornada ou suspensão dos contratos. “Temos que atuar pelo lado positivo, sob pena de reforçar os oportunistas de plantão. O governo tem recursos para investir e os economistas mais conservadores apostam que o país vai crescer 2%”, destacou.

Antecedentes do encontro no Sinduscon - Enquanto debate no Estado de São Paulo, a adoção de soluções conjuntas entre os patronais e os sindicatos dos trabalhadores, em prol da manutenção de empregos, foi anteriormente discutida (terça-feira, 13, janeiro, 2009) na sede da Fiesp.

Naquela ocasião, as entidades (Fiesp, Sinduscon, CNA, Fecesp, Força Sindical) acordaram em atuar conjuntamente junto ao governo, em favor da redução dos juros e da dilatação do prazo de recolhimento de tributos. Para os organismos patronais, a resposta positiva a esta questão é que permitirá desenvolver ações em prol da manutenção das vagas para os trabalhadores.

No encontro ocorrido à ocasião, na Fiesp, ficou decidido que os acordos entre as empresas e os trabalhadores, em função da crise, serão norteados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); e que Senai e Sesc qualificarão trabalhadores colocados em regime de lay off (suspensão temporária do contrato de trabalho, por até seis meses, com manutenção do vínculo empregatício, condicionado à qualificação do trabalhador no período).

Contudo, no dia seguinte (quarta-feira, 14, janeiro, 2009) à reunião na Fiesp, seu Conselho Superior Estratégico, ao aprovar proposta de redução da jornada e de salários em até 25%, o fez sem a garantia de manutenção do emprego, ao que se opôs a Central Única dos Trabalhadores (CUT), propondo como medidas alternativas a redução de ICMS e ISS; e desoneração temporária da folha de pagamentos.

Já a Força Sindical apresentou formalmente suas propostas: concessão de licença e férias remuneradas, com os salários pagos normalmente; criação de um banco de horas ilimitado, para compensação dos períodos não trabalhados, limitando a reposição a 12 horas semanais; suspensão do contrato de trabalho, porém com garantia de emprego pelo dobro do período da interrupção e complementação, pelo empregador, da diferença entre o valor do seguro-desemprego e o salário do trabalhador; e, em último caso, redução de até 25% da jornada de trabalho, com abatimento de, no máximo, 15% do salário.

Novo consenso será buscado durante a próxima reunião na Fiesp, marcada para esta quinta-feira (22, janeiro, 2009), com expectativa da presença de representantes da Justiça do Trabalho, incluindo a seção correspondente do Ministério Público.

*Enunciado das siglas mencionadas: Sintracon/SP - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo; Feticom/Sp – Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário do Estado de São Paulo: Conticom – Confederação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira, filiados a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

 

Sintomas de alívio no setor de imóveis

Pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci) mostrou que as vendas de imóveis usados aumentaram 140,29% entre janeiro e fevereiro, voltando a níveis semelhantes aos do terceiro trimestre de 2008. Outros dados, do Sinduscon, indicam que o emprego no setor voltou ao nível de junho passado. São fatos auspiciosos, pois, dado o ciclo longo de produção, a construção civil sofre muito nas crises.

A pesquisa do Creci abrange 463 imobiliárias da capital, que venderam 163 unidades em fevereiro, ante 173 em agosto e 196 em setembro de 2008. Em janeiro de 2009, apenas 63 imóveis foram vendidos. A média de preços por m2 caiu 6,59% em relação a janeiro, mas houve aumentos localizados, como nos bairros da Lapa, Mandaqui, Mirandópolis e Mooca.

Assim como ocorre no mercado de veículos, a liquidez dos imóveis usados influencia o ritmo de vendas dos novos, pois a maioria dos compradores aliena a propriedade antiga e dá o valor como parte do pagamento do imóvel novo.

A maioria das vendas foi à vista (60,5%), quase o dobro das financiadas (31,7%). Há, assim, espaço para aumentar as vendas financiadas, que predominam no segmento de novos.

No primeiro bimestre registrou-se elevação das operações de crédito para a casa própria das pessoas físicas e realizadas com recursos das cadernetas de poupança (+40% em relação ao mesmo período de 2008). Mas diminuíram os empréstimos a empresas de incorporação, que têm considerado com muita cautela o lançamento de novos empreendimentos.

Com relação aos imóveis com valor de até R$ 130 mil, objetos do recente pacote oficial para a casa própria, há otimismo na área da construção, como mostrou o presidente do Secovi, João Crestana. Mas as empresas ainda aguardam os parâmetros de preço para lançar empreendimentos nas faixas de renda baixa.

O plano prevê fortes subsídios às famílias com renda de até três salários mínimos, onde se concentra o déficit, mas não está claro se haverá oferta de terrenos e infraestrutura suficientes para atender à demanda, permitindo o lançamento de grandes conjuntos de moradias e ativando a construção civil.

Os dados do Creci sugerem mais confiança dos compradores. Mas muitos ainda preferem a locação. Aumentou 31,2%, entre janeiro e fevereiro, o número de imóveis alugados na capital, com queda de 2,38% no preço médio e preferência pelos de menor valor.

 

Ministro Mantega anuncia liberação de R$ 3 bilhões para a construção civíl

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta terça-feira, em Brasília, que o governo anunciará uma nova linha de financiamento para o setor de construção civil no valor de R$ 3 bilhões. A medida, que será detalhada nesta quarta-feira, servirá para financiar o capital de giro das empresas, a custos mais baixos que os praticados atualmente no mercado.

De acordo com o ministro, que participa do 3º Encontro Nacional da Indústria, o governo está atuando para enfrentar problemas gerados pelo prolongamento da crise financeira mundial e neste momento tem se focado na questão do crédito.

"Temos que superar estes problemas e os mais imediatos são (aqueles referentes) à questão do crédito. Não é para beneficiar o setor financeiro e sim para beneficiar o setor produtivo", explicou Mantega.

De acordo com ele, nos últimos anos o governo estabeleceu "uma estratégia de desenvolvimento que valoriza investimentos em setores-chave, como construção civil, infra-estrutura, automobilístico e energia alternativa". Segundo Mantega, este projeto não terá suas diretrizes alteradas por conta da crise.

"Esse é um modelo que veio para ficar. A crise não muda em nada essa diretriz que nós temos", explicou, ressaltando que a equipe econômica não está disposta a fazer "uma política pacífica", mas trabalhar ativamente para minimizar os efeitos da crise no Brasil.

"Passado este momento, o mais emergencial é fazer uma política anticíclica", disse o ministro, explicando que o mecanismo garante que o governo possa poupar recursos em momentos de forte crescimento e utilizar esses recursos em casos de necessidade.

Mantega voltou a explicar que a medida provisória que permitiu ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal a compra de ativos de instituiçõs financeiras não significa que o governo esteja disposto a estatizar bancos.

"Não tem nada a ver com estatização. Queremos resolver problemas emergenciais. Se tem banco privado para resolver, ótimo, se não, tem os bancos públicos. Queremos manter o patamar de crescimento", concluiu Mantega.

Fonte: Terra notícias

 

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